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17 de Julho de 2017
Brasil

BASF recebe recomendação da OMS para uso em saúde pública de um novo inseticida que previne a malária

  • É a primeira reomendação da OMS em mais de 30 anos
  • Colaboração com o IVCC e com a London School of Hygiene & Tropical Medicine resulta em um avanço na luta contra a malária

A cada dois minutos, uma criança morre em decorrência da malária. O último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que a doença ainda é considerada um problema de saúde pública mundial. Em 2015 foram registrados 212 milhões de casos e 429 mil mortes. A OMS tem uma meta de redução de 40% na incidência de malária até 2020.  

Atenta a esse desafio, a BASF recebeu uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela criação da Interceptor® G2, uma rede contra mosquitos tratada com inseticidas de efeito prolongado à base de Clorfenapir. O Clorfenapir é um novo tipo de inseticida para uso em saúde pública criado para combater mosquitos. Em mais de 30 anos, esta é a primeira recomendação da OMS para um produto baseado em um novo tipo de inseticida.

Em um trabalho de mais de uma década em colaboração com o Innovative Vector Control Consortium (IVCC) e com a London School of Hygiene & Tropical Medicine, os cientistas da BASF readaptaram o Clorfenapir para torná-lo eficaz em redes contra mosquitos, cumprindo rigorosos limites de desempenho da OMS para o uso do produto em saúde pública.

“A colaboração com a BASF nos deu acesso a um inseticida com uma rara combinação de atributos: novo uso em saúde pública, eficácia contra mosquitos resistentes e capacidade de revestir redes de poliéster com uma fórmula de efeito prolongado”, afirma Dave Malone, diretor-técnico do IVCC.

Também está em fase final de avaliação pela OMS um segundo produto à base de Clorfenapir que é um spray para interiores chamado Sylando® 240SC.

As redes contra mosquitos tratadas com inseticidas de efeito prolongado e os sprays residuais para interiores são essenciais para prevenção contra a malária, em particular na África subsaariana. A região concentra 90% dos casos no mundo e conta com 60 países que já notificaram resistência a, pelo menos, um tipo de inseticida. Outro problema identificado é que, até o momento, existiam apenas quatro tipos de inseticidas recomendados pela OMS para o controle do mosquito adulto e apenas um, o tipo piretróide, era recomendado para efeito prolongado. O uso continuado dos mesmos inseticidas permitiu que o mosquito, extremamente adaptável, desenvolvesse níveis significativos de resistência. 

A Professora Hilary Ranson, médica entomologista da Liverpool School of Tropical Medicine, estudou o problema durante muitos anos. "Temos de encarar a resistência aos inseticidas muito seriamente", disse ela. "Em alguns países, a população local de mosquitos aumentou 1.000 vezes os níveis de resistência. Passaram muitos anos desde a última vez que surgiu no mercado um novo tipo de inseticida para uso em saúde pública. São necessárias alternativas urgentemente”, complementa.  

Seguindo a recomendação da OMS, a BASF irá iniciar os preparativos do lançamento da Interceptor G2 para a prevenção da malária. A nova rede contra mosquitos está em fase de avaliação nos países da América Latina.

“São necessários urgentemente novos produtos resistentes para prevenir doenças transmitidas por mosquitos e assim salvar vidas. Essa descoberta reforça a minha crença pessoal de que podemos ser realmente a geração que acabe de vez com a malária.” disse Egon Weinmueller, diretor do Departamento de Saúde Pública da BASF.

Sobre o Clorfenapir

O Clorfenapir provém do isolamento de uma toxina da bactéria Streptomyces Fumanus Actinomycete. É novo no campo da saúde pública, mas tem sido usado a nível mundial desde 1995 no controlo de pestes agrícolas e urbanas, inclusive em casas e em áreas de manuseamento de produtos alimentares. O Clorfenapir pertence à classe química pirrolo e tem um modo de ação completamente diferente comparativamente aos inseticidas atualmente aprovados pela OMS para uso em saúde pública. Funciona interrompendo a capacidade de produção de energia do inseto. Isto torna improvável a apresentação de resistência cruzada por parte de mosquitos resistentes a inseticidas atualmente registados para uso em saúde pública. Mais informação disponível em publichealth.basf.com.

Sobre a Divisão de Proteção de Culturas da BASF

Com uma população em rápido crescimento, o mundo está cada vez mais dependente da sua capacidade de desenvolver e manter uma agricultura sustentável e ambientes saudáveis. A Divisão de Proteção de Culturas da BASF trabalha com agricultores, profissionais agrícolas, especialistas em gestão de pragas e outros para ajudar a tornar isso possível. Com a sua cooperação, a BASF é capaz de manter um canal ativo de I+D, um portfólio de produtos e serviços inovadores e equipas de especialistas em laboratório e no terreno que apoiam clientes em busca do sucesso nos seus negócios. Em 2016, a Divisão de Proteção de Culturas da BASF gerou vendas superiores a 5,6 mil milhões de euros. Para mais informações visite-nos em agriculture.basf.com ou em qualquer um dos nossos canais nas redes sociais.

Sobre a BASF

Na BASF criamos química para um futuro sustentável. Combinamos o sucesso económico com a proteção ambiental e a responsabilidade social. Os cerca de 114.000 funcionários do Grupo BASF trabalham para contribuir para o sucesso dos nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. O nosso portfólio está organizado em cinco segmentos: Químicos, Produtos de Desempenho, Materiais e Soluções Funcionais, Soluções Agrícolas e Petróleo e Gás. A BASF gerou vendas de cerca de 58 mil milhões de euros em 2016. As suas ações são comercializadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (BAS). Mais informações em www.basf.com.

Last Update 26 de Novembro de 2018