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Inovação em cápsulas para café

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Nos últimos anos, a demanda por café monodoses, ou café em cápsulas, que são utilizados em máquinas de café expresso, vem aumentando, assim como vem crescendo a exigência do consumidor que busca, cada vez mais, o café de qualidade superior ou os conhecidos “café gourmet”. O aumento da demanda de café em cápsulas se dá, principalmente, devido a praticidade, conveniência e pela experiência de consumir um produto de alta qualidade que é muitas vezes associado a um momento de prazer do consumidor.

Para garantir que os apreciadores de café tenham acesso a um produto de alta qualidade, com aroma e sabor preservados, a embalagem, ou seja, as cápsulas, possuem função fundamental. A embalagem deve garantir que o café mantenha suas propriedades, desde o ponto de fabricação até o consumo.

As condições de armazenamento do café em cápsulas, tais como nível de umidade, temperatura e nível de oxigênio, podem afetar a qualidade do café, alterando seu aroma e sabor. Em alguns casos, pode até propiciar o desenvolvimento de fungos. Por isso, o material de confecção das cápsulas precisa oferecer barreiras, principalmente à umidade e ao oxigênio que são responsáveis por degradar o café e alterar suas propriedades.

Como são feitas as cápsulas?

Atualmente, a maioria das cápsulas de café são produzidas em estruturas multicamadas de PP/EvOH/PP ou alumínio. Há ainda as que são produzidas apenas de PP.

Nas embalagens clássicas de PP/EvOH/PP, o PP da camada interna é barreira à umidade, enquanto que a camada intermediária de EvOH é barreira ao oxigênio e a barreira externa de PP (podendo ser de PE também) é a camada de proteção que permite impressão. Esse tipo de embalagem apresenta a vantagem de promover barreira à umidade com um plástico de custo atrativo. Entretanto, apresenta algumas desvantagens, uma vez que é necessário um sistema de multicamada para promover barreira completa, não apresenta resistência elevada ao calor e, dependendo da espessura das camadas, não apresenta flexibilidade suficiente para os diversos tipos de máquinas de café expresso. Também não é facilmente reciclável pela necessidade de separação de materiais.

As embalagens apenas de PP não garantem barreira suficiente ao café, fazendo com que este perca suas propriedades em um curto intervalo de tempo. Em muitos casos, é adicionado nitrogênio na embalagem que armazena as cápsulas para aumentar o tempo em que o café se mantém dentro de suas propriedades.

Indo ao encontro das aspirações dos consumidores cada vez mais exigentes, a BASF desenvolveu uma linha especial de Polibuteno Tereftalato (PBT), um plástico de engenharia adequado para o uso em embalagens que pode entrar em contato com alimento e que apresenta excelentes propriedades de barreira, além de trazer inovação ao setor.

Os plásticos de engenharia são comumente utilizados em aplicações que exijam alto nível de performance e apresentam propriedades superiores como resistência química, mecânica e ao calor, quando comparados com os plásticos tradicionais do mercado, como PP, PE, PVC entre outros. A utilização dos plásticos de engenharia vem crescendo a cada ano, não somente em aplicações que exijam melhor performance, mas também substituindo materiais tradicionais como madeira e metal, trazendo também ganhos em processo e otimizando produtividade, além de ir de encontro com inovação de produto e desenvolvimento de novas tecnologias

Os PBTs são poliésteres parcialmente cristalinos e são muito utilizados em aplicações que exijam alto nível de desempenho em diferentes setores da indústria. O PBT destaca-se por apresentar elevada rigidez e força, boa estabilidade dimensional, baixa absorção de umidade e alta resistência à químicos, além de ótimo comportamento ao envelhecimento acelerado.

O uso de PBT em cápsulas de café oferece vantagens, tanto como barreira ao café, como no processo produtivo. Por ser de apenas uma camada, traz ao convertedor a conveniência de processar apenas uma matéria-prima. Além disso, oferece excelente barreira ao oxigênio e umidade em única camada.

Devido à elevada rigidez das cadeias poliméricas, permite que sejam produzidas camadas de espessura muito baixas. Quando aplicado calor, como no caso das máquinas de café expresso, apresenta boa estabilidade dimensional, item importante para não danificar o sistema de processamento das máquinas e não oferecer risco de perda das cápsulas durante o processamento, além de ser estável em processos de esterilização.

O PBT da BASF, conhecido pela marca ULTRADUR® 1520 FC, além de apresentar-se como uma boa alternativa para a aplicação em cápsulas de café, é também aprovado para contato com alimentos de acordo com as regulamentações mais importantes do setor, tais como FDA, European Food Contact (EU) Nr. 11/2011 e GMP (EC) n°2023/2006.