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Uso sustentável da água dentro e fora da empresa

Estamos comprometidos com o uso responsável da água ao longo de toda a cadeia de valor e, especialmente, nos locais de captação próximos a nossas unidades de produção. Estabelecemos metas globais para a gestão sustentável do recurso em áreas propensas à escassez hídrica e definimos o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 - Água Limpa e Saneamento como um dos seis focos principais da nossa contribuição para a agenda sustentável definida pela Organização da Nações Unidas (ONU).

A BASF trabalha para reduzir o consumo de água em suas unidades produtivas a partir de técnicas como reuso, reutilização em circuitos fechados de resfriamento, redução contínua de desperdícios tendo como meta diminuir em 25% o consumo em metros cúbicos de água captada por tonelada produzida na América do Sul até 2025, em comparação com 2016. Seus resultados já são consistentes, considerando que desde 2002 o consumo de água por tonelada produzida já caiu 55%.

Além disso, as iniciativas avançam também para fora da empresa. É o caso do Programa de Incentivo ao Produtor de Água de Guaratinguetá, implementado na cidade em parceria com a prefeitura municipal, a Fundação Espaço ECO (FEE) e outros parceiros. O objetivo da ação é aumentar a disponibilidade de água na Bacia Hidrográfica do Ribeirão de Guaratinguetá (SP) – responsável por 95% do abastecimento público de água do município – por meio de práticas e manejos de conservação do solo, da recuperação das matas ciliares e da proteção dos remanescentes de vegetação nativa e nascentes. Tudo isso feito de forma a incentivar os produtores rurais a cuidar de áreas de proteção permanente existentes em suas propriedades, promovendo, ainda, a preservação de nascentes e florestas e aumentando a biodiversidade local.

Conhecido como Produtor de Água, o programa em Guaratinguetá teve início em 2011 e desde então mais de 50 proprietários rurais já foram beneficiados, representando 220 hectares de floresta protegidos. O saneamento rural também faz parte das ações ambientais implementadas, e até agora, 38 fossas sépticas foram instaladas nas propriedades rurais que aderiram ao programa. Elas garantem o tratamento do esgoto, evitando seu descarte diretamente nos corpos d’água. “Ficamos felizes por fomentar essa iniciativa tão nobre e alinhada à nossa estratégia de desenvolvimento sustentável”, comenta Patrick Silva, diretor Industrial do Complexo Químico da BASF em Guaratinguetá e de Infraestrutura para a América do Sul. “Para a empresa, o sucesso do negócio não se resume a aspectos econômicos. Também devemos criar valor para a sociedade e para o meio ambiente. Junto com nossos parceiros, queremos contribuir para combater os principais desafios ambientais e sociais que enfrentamos”, conclui.

Devido à sua grande e positiva repercussão em todo o Brasil e, também por ser uma ação da ANA (Agência Nacional de Águas), o programa atraiu investimentos na ordem de R$ 1 milhão da AGEVAP (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul), aplicados em 17 propriedades do Produtor de Água, visando fomentar ainda mais as ações de preservação ambiental na Bacia do Ribeirão Guaratinguetá.

Por se enquadrar entre os beneficiários do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o proprietário rural que participa do Produtor de Água é remunerado com valores proporcionais aos serviços ambientais prestados. As recompensas são anuais e baseadas em três pilares: conservação do solo, proteção de florestas existentes e reflorestamento. A conservação do solo é importante para aumentar a permeabilidade da água no solo e reabastecer os lençóis freáticos. A duração dos contratos é de três a cinco anos, dependendo do pilar no qual cada um se enquadra. “Em 2018, 14 produtores receberam aportes financeiros. Para 2019, outros 43 ainda receberão“, observa Patrick.

Os recursos para essas compensações são oriundos de um fundo com capital da prefeitura municipal e dos parceiros da iniciativa: BASF, Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (EDR/ Guaratinguetá), Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá (SAEG) e Agência Nacional de Águas (ANA).

Em quase dez anos de existência, o programa já obteve resultados importantes, com 78 hectares de restauração florestal, 143 hectares de manutenção de florestas existentes e 86 hectares de conservação de solo por meio da construção de terraços (curvas de nível) para diminuir processos erosivos. Além disso, em todo este período, foram realizados investimentos da ordem de R$ 514 mil, sendo R$ 245 mil realizados em caráter de pagamentos pelos serviços ambientais aos proprietários rurais e outros R$ 269 mil considerando os investimentos realizados nas propriedades para implementar todas as ações de conservação ambiental.